sexta-feira, 1 de julho de 2011

Geração Coca-Cola

Legião Urbana


   Quando nascemos fomos programados
   A receber o que vocês nos empurraram
   Com os enlatados dos USA, de 9 às 6.

   Desde pequenos nós comemos lixo
   Comercial e industrial
   Mas agora chegou nossa vez
   Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês.

   Somos os filhos da revolução
   Somos burgueses sem religião
   Nós somos o futuro da nação
   Geração Coca-Cola.

   Depois de vinte anos na escola
   Não é difícil aprender
   Todas as manhas do seu jogo sujo
   Não é assim que tem que ser?

   Vamos fazer nosso dever de casa
                                       E aí então, vocês vão ver
                                       Suas crianças derrubando reis
                                       Fazer comédia no cinema com as suas leis.

                                       Somos os filhos da revolução
                                       Somos burgueses sem religião
                                       Nós somos o futuro da nação
                                       Geração Coca-Cola
                                       Geração Coca-Cola
                                       Geração Coca-Cola
                                       Geração Coca-Cola.

                                       Depois de vinte anos na escola
                                       Não é difícil aprender
                                       Todas as manhas do seu jogo sujo
                                       Não é assim que tem que ser?

                                       Vamos fazer nosso dever de casa
                                       E aí então, vocês vão ver
                                       Suas crianças derrubando reis
                                       Fazer comédia no cinema com as suas leis.

                                       Somos os filhos da revolução
                                       Somos burgueses sem religião
                                       Nós somos o futuro da nação
                                       Geração Coca-Cola
                                       Geração Coca-Cola
                                       Geração Coca-Cola
                                       Geração Coca-Cola.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Rumo à democracia

    Dias atrás, assisti a uma reportagem sobre violência familiar. Uma mulher que era espancada pelo marido, com quem esteve casada durante 17 anos. E que por ele, ela e os filhos foram ameaçados de morte. Esse mesmo marido também é acusado de estupro e hoje está foragido. Quando perguntada sobre o porquê de ter suportado as agressões durante tanto tempo, ela respondeu que acreditava que ele fosse mudar. Essa é a ilusão de muitas mulheres.
    Em 22 de setembro de 2006, a lei nº 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, entra em vigor, sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, quem é Maria da Penha?
    Maria da Penha Maia Fernandes é uma farmacêutica cearense que ficou paraplégica ao receber um tiro de espingarda do marido - Marco Antônio Heredia Viveiros, professor universitário - enquanto dormia, em 29 de maio de 1983. No ano seguinte, Maria da Penha pôs o caso na Justiça, mas esse tramitou lentamente. Em 1991, o marido foi condenado a 15 anos de prisão, mas após apelação da defesa, o caso foi anulado. O segundo julgamento foi realizado apenas em 1996, resultando em uma condenação de 10 anos - mesmo assim o culpado saiu do fórum em liberdade. Maria da Penha levou o caso a duas ONGs internacionais, que denunciaram o Brasil à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). Sendo em 2001, o Brasil condenado, devido à negligência com que tratava os casos de violência contra a mulher. Somente em 2002, o agressor foi preso. Dos dez anos de pena, cumpriu dois e atualmente está livre.
    “Antes, os casos eram tratados com base em uma legislação que caracterizava a violência contra a mulher como um crime de baixo potencial ofensivo. A Lei Maria da Penha aborda-os com mais rigor”, comenta a farmacêutica. A Lei Maria da Penha também proíbe a aplicação de penas pecuniárias - como cestas básicas e multas - e permite ao juiz estabelecer um limite mínimo de distância entre o agressor e a vítima etc.
    De acordo com a pesquisa nacional do Datasenado, 66% das mulheres acham que a violência doméstica aumentou, no entanto a maioria (60%) acredita que a proteção melhorou, após a Lei Maria da Penha.
    Se o Brasil fosse realmente uma democracia – onde todos os cidadãos recebem a mesma proteção legal e os direitos são protegidos pelo judiciário – não teria sido necessário a criação da Lei Maria da Penha, nem a intervenção internacional. Isso mostra que o Brasil ainda precisa percorrer um longo caminho para chegar de fato à democracia, mas, pelo menos, estamos indo na direção certa.

                                                                                                    Por: Mariana Craveiro

FONTES: Instituto Maria da Penha: www.institutomariadapenha.org.br
               Projeto AME - Maria da Penha: www.mariadapenha.org.br
               DataSenado: www.senado.gov.br/noticias/dataSenado/
               Embaixada dos Estados Unidos: www.embaixada-americana.org.br
           

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Entre épocas

Em qual época você viveria - se pudesse, é claro, escolher? Dias atrás eu diria que no século XVIII ou XIX, na Inglaterra. Para alguns, isso pode parecer uma tolice. Mas o fato é que eu sempre me senti atraída pelos costumes antigos. Os bailes, as roupas - bem diferentes das atuais minissaias - os valores morais que eram passados de pais para filhos e, até mesmo, o conservadorismo.
    Nesse final de semana eu assisti a um filme que me fez refletir a esse respeito. O personagem principal queria ter nascido nos anos 20 e após viajar no tempo descobre que algumas pessoas dessa época compartilham o seu mesmo desejo - ter nascido em outra era. Então eu comecei a me questionar se o problema não era comigo. E agora, eu concluí que sim. Às vezes, somos muito insatisfeitos e não damos o devido valor ao que temos. Estamos sempre achando que "de uma outra forma seria melhor".
    Esse filme me ajudou a valorizar mais a nossa época. Se analisarmos melhor, perceberemos que a sociedade atual progrediu muito em relação às anteriores. Sem querer ser feminista, mas a mulher antigamente não tinha vez, era sempre a dona de casa que vivia para criar os filhos e ser sustentada pelo marido. Com o tempo passamos a ganhar nossa independência e nos inserir mais e mais no mercado de trabalho.
    Agora, você pode estar se perguntando: E os problemas atuais? Irei responder com esse trecho do Diário de Anne Frank.
    "                                                                    Sábado, 15 de julho de 1944
Querida Kitty,
      Recebemos da biblioteca um livro com o título polêmico: O que você acha da jovem moderna? Gostaria de tratar desse assunto hoje.
      A escritora critica a "juventude atual" da cabeça aos pés, ainda que não condene todos como "casos sem esperança". Pelo contrário, ela acredita que os jovens têm o poder de construir um mundo maior, melhor e mais belo, mas que se ocupam com coisas superficiais, sem pensar na beleza verdadeira. [...]"
    Já ouviram algo parecido antes? Eu já! É, até mesmo, estranho notar a semelhança entre tempos tão distintos. Mas, com esse trecho percebemos que os problemas sempre existiram e sempre existirão! E são as críticas que despertam em nós uma vontade de fazer algo para construir um mundo melhor. Portanto, se agora, me perguntarem qual época eu escolheria para viver, eu responderia, com certeza: o agora!
                                      Por: Mariana Craveiro
"Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."
                                                                                             Graciliano Ramos

domingo, 26 de junho de 2011

Um basta ao preconceito

    Engana-se aquele que pensa que a homossexualidade é uma característica inerente apenas aos seres humanos. Segundo o pesquisador Bruce Bagemihl, existem 450 espécies - principalmente aves e mamíferos - praticantes de atos homossexuais. Além disso, ele afirma que a prática sexual em muitos animais não visa a reprodução, mas o prazer.
    Então, pra quê tanto tabu à respeito do homossexualismo ao ponto de - em alguns países - como Irã e Arábia Saudita - homossexuais serem condenados à morte? O problema é que nós - seres humanos - estamos habituados a um padrão que nós mesmos estabelecemos, na qual, tudo que é novo, diferente nos assusta.
    Já no campo religioso, acredito que temas como homossexualismo, aborto, entre outros, devem ser analisados além das barreiras da crença. Porque ela tende - de uma certa forma - a nos aprisionar, tentando estabeler uma maneira, já pré-existente, de pensar. Mas não precisamos concordar e nos satisfazer com tudo que a religião nos prega. Devemos pensar, nos questionar e depois tomar nossas próprias conclusões a respeito de qualquer assunto, desenvolvendo, assim, nosso senso crítico, ao invés de uma visão unidirecional.
    A questão religiosa abre espaço para outros debates, como a adoção de crianças por casais homossexuais. Os contrários a essa ação falam em família etc. Mas, o que é família? Para o dicionário, a família é constituída basicamente de um homem e uma mulher e seus descendentes. Mas será que é apenas isso? Acredito que a importância da família está mais relacionada à transmissão de valores morais do que a possuir ascendentes comuns. Também há os que são contrários à adoção por alegarem que essas crianças irão sofrer influências homossexuais dos pais. Mas, e se sofrer, qual é o problema? Esse medo relacionado à influência que a criança irá sofrer é, em si, um preconceito.
    O fato dela sofrer influência não quer dizer que ela irá se tornar homossexual. Da mesma forma que o filho não irá, necessariamente, torcer para o mesmo time de futebol que o pai.
    Acredito que a homossexualidade está relacionada ao meio - mas não somente a ele - já que muitos homossexuais conviveram com pais heterossexuais. E é isso que me leva a crer que deve haver também uma predisposição genética.
    Mas o que realmente importa não é se uma pessoa é heterossexual, homossexual ou bissexual. E, sim, os seus valores morais como cidadão e sua capacidade de educar - em casos de adoção. O que falta na maioria das pessoas é o respeito, o altruísmo e a capacidade de ver o outro como igual, um ser nem superior, nem inferior, mas com suas diferenças.
                                                                        Por: Mariana Craveiro

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Ciclo vicioso

   É interessante perceber como os seres humanos estão sempre mudando - em todos os aspectos possíveis. Esses aspectos podem ser o decorrer dos anos, a variação de lugares ou os dois juntos. Se voltarmos no tempo, poderemos ver claramente essa mudança. Nos anos 70, as pessoas costumavam vestir calças boca de sino, estampas coloridas etc. Naquela época isso era moda, mas hoje há quem diga que é horrível e que nunca usaria. É, os gostos mudam! É por isso que existem as denominações: anos 50, 60, 70, 80 ...para caracterizar e especificar tais anos, porque de alguma forma todos foram singulares.
   Se prestarmos atenção, por trás dessas modas sempre existe alguém que as influenciou ou influencia. Seja um astro do rock ou um hippie. Talvez não tenhamos percebido, mas desde criança somos assim. Quem de nós quando criança nunca implorou, chorou e fez birra para que os pais comprassem uma boneca ou carrinho só porque viu um(a) menino(a) na TV brincando com um? As coisas são assim, muitas vezes não é nem preciso anos, basta vermos alguém usando tal acessório na TV e ele já vira tendência.
   A mudança é uma coisa boa, já que é uma forma de estarmos sempre nos renovando. Seria muito monótono se usássemos sempre um mesmo estilo de roupa ou se todos os países tivessem a mesma cultura – nesse último caso, a palavra cultura talvez nem existisse. É como cortar ou pintar o cabelo, um dia você acorda e simplesmente quer mudar de visual, motivo: abusou o antigo. Ou como uma música que gostamos, às vezes a escutamos tanto que acabamos abusando dela, então partimos para outra e tudo se repete. Tornando-se assim um ciclo vicioso, onde através dele podemos fugir do cotidiano e nos tornamos diferentes a cada momento.
                                                                                  Por: Mariana Craveiro

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Dicas de livros

Aqui vão algumas dicas de livros para quem gosta de ler:
- O livreiro de Cabul: A jornalista norueguesa Asne Seierstad escreve sobre os vários meses que passou no Afeganistão e sobre a guerra contra o talibã. Nesse período, ela conhece o livreiro Sultan Khan e tem a oportunidade de conviver e relatar os costumes afegãos. (Obra não-fictícia)
- O diário de Anne Frank: 1942- Holocausto. Anne Frank ganha um diário em seu aniversário, onde escreve sobre como precisou fugir da Alemanha-nazista e migrar para a Holanda. Escreve também sobre o esconderijo - local onde ela, sua família e um grupo de amigos se refugiam do nazismo - e as dificuldades que precisam enfrentar em busca de sobrevivência. (Obra não-fictícia) - Altamente recomendada!  www.annefrank.org
- O morro dos ventos uivantes: Um clássico escrito por Emily Brontë que narra a história de duas famílias - Linton e Earnshaw - que possuem uma relação de amor e ódio. Amor proibido, rancor, e muitas outras emoções, você encontra nesse surpreendente livro! (Obra fictícia)
- A garota das laranjas: Autor: Jostein Gaarder. Georg Roed perdeu o pai quando ainda era criança. Só que com o tempo ele descobre que seu pai deixou cartas para ele antes de morrer, cartas essas, na qual ele discute os mais variados temas com o filho, desde o seu interesse pelo telescópio Hubble e o Universo, até assuntos como a morte. Há um diálogo passado x presente, onde são levantadas as mais diversas questões filosóficas. (Obra fictícia)
- A Cidade do Sol: Livro escrito por Khaled Hosseini,que retrata a vida de duas mulheres afegãs - Mariam e Laila - que criam um laço de amizade e cumplicidade, afim de superar a submissão imposta pelo marido e pelo regime talibã. (Obra fictícia) - Do mesmo escritor de O caçador de pipas.
- A menina que roubava livros: Autor: Markus Zusak. "Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler." Ter a história contada pela Morte é um privilégio de poucos e entre eles está Liesel Meminger, uma garota que desenvolveu o peculiar hábito de roubar livros. O primeiro deles foi " O Manual do Coveiro", quando ela não sabia ainda nem ler - porém o assunto do livro não era o importante mas, sim, o que ele significava para ela. (Obra fictícia)
- Monção: Autor: Wilbur Smith. Homens envolvidos pela ambição e pela aventura lançam-se ao mar, afim de conquistar novos mercados e de combater os piratas que estão ameaçando o comércio da Companhia das Índias Orientais. (Obra fictícia) - Altamente recomendada!
                                                                                   Por: Mariana Craveiro